
Taí pessoal, vou postar o texto com as marcas que a professor Alzanira pediu. Tomara que gostem, acho que essa arte não é minha, afinal o poeta da nossa turma é o Marcos Túlio!
Você não vale nada...
Sabe querida outro dia estava a refletir em nossa antiga casa e tudo o que vivemos nela. Parece que foi ontem que eu te vi entrando por aquela porta trazendo consigo salsichas e lingüiças da Perdigão em suas delicadas mãos. Depois que os meninos chegassem da escola nós faríamos um churrasco lá fora com um monte de amigos bebendo Coca-cola.
Lembro-me das noites de verão, em que nós saíamos pro quintal lá fora e só voltávamos quando víamos o nascer da Aurora. E no café, tudo era feito com carinho por você. Podia faltar tudo menos o achocolatado da Nestlé.
Sinto falta daquelas tardes de Abril em que eu e os meninos saíamos pra fazer algazarras e queimar palhas de Bombril. Lembra daquele liquidificador da Arno que eu te dei? Pois é, no dia seguinte eu o deixei cair no chão e sem querer o quebrei. Mas, graças aos conselhos daquela tua amiga, a Talita, um outro da Walita eu comprei.
E da nossa geladeira Brastemp você lembra? Ela vivia vazia, mas você do supermercado, sempre alguma coisa trazia. A geladeira ficava abarrotada, tudo pela nossa casa você fazia.
Ainda guardo com carinho aquele gravador da Sony que você me deu. Você não imagina o quanto ele foi útil pra mim, você sabe que o que é meu também será sempre teu.
Nossas bicicletas da Caloi ainda estão empoeiradas lá na garagem, era nelas que saíamos apreciando a paisagem: eu com meu tênis da Nike e você com seu short da Puma. Você topava tudo, a gente não tinha frescura nenhuma.
Com risos eu me lembro daquele dia em que eu comprei um DVD lá pra casa. CCE foi a marca escolhida: “Começou comprando errado”, nosso vizinho falou. E bem no meio daquele filme todo mundo se lascou. Cancela a sessão pipoca, pois o aparelho queimou.
Do nosso primeiro carro, ainda tenho algumas fotografias. Era um Gol despedaçado. Quando você nele saia sempre voltava com um novo amassado. Anos depois o vendemos, então um Ford novinho nós compramos. Foi dentro dele que muitas vezes nos amamos.
Hoje, vejo o quanto valeu a pena tudo o que junto vivemos. Não entendo por que você se foi com outro cara me deixando na solidão. Será que não fui bom o suficiente? Agora você vai devolver tudo o que eu te dei. Desde aquele celular da Nokia até a caneta da Bic que eu te emprestei. Como eu fui tolo e idiota, como não pude perceber? Você não vale nada, mesmo assim ainda gosto de você.
By: George Delarge.
Abraços a todos...